Alterações climáticas: as pessoas e o planeta em primeiro lugar

Tufão Tropical Wipha - Alerta de Furacão T10 em Hong Kong.

© Greenpeace

As alterações climáticas não são uma ameaça do futuro: são a realidade de Portugal. É urgente passar das palavras à ação!

O que vivemos nos últimos meses, desde os mega-incêndios que dizimaram o nosso património natural, até à destruição deixada pela Tempestade Kristin (ambos tendo provocado vítimas mortais e enormes perdas materiais) estamos perante o resultado direto da inação política e da dependência de combustíveis fósseis.

A ciência é clara: eventos meteorológicos extremos, como tempestades severas e secas prolongadas, tornaram-se o nosso "novo normal". Mas não podemos aceitar que esta seja a nossa posição.

É urgente assumir responsabilidades e agir com a urgência que o momento exige.

O impacto das alterações climáticas em Portugal

Portugal está na linha da frente dos impactos das alterações climáticas na Europa. A vulnerabilidade do nosso território é exposta a cada nova estação:

  • Tempestade Kristin: Em janeiro e fevereiro de 2026, a depressão Kristin causou vítimas mortais e deixou mais de 850 mil pessoas sem energia. Leiria, Santarém e Coimbra enfrentaram o colapso de comunicações durante dias, evidenciando como as nossas infraestruturas não estão preparadas para as alterações climáticas.
  • O Flagelo dos Incêndios: Portugal enfrentou em 2025 uma catástrofe que resultou em quase 300 mil hectares consumidos pelas chamas, provando que as alterações climáticas permitem criar condições de ignição capazes de piorar qualquer cenário.
  • Inundações e cidades vulneráveis: Cheias rápidas isolam comunidades e destroem bens. Sem uma adaptação urbana capaz, as nossas cidades continuarão reféns de fenómenos extremos..

O Problema: gases de efeito de estufa e desinformação

Enquanto se contam e lamentam prejuízos, continuamos a assistir ao aumento das emissões de gases de efeito de estufa, sem decidir calendários de abandono dos combustíveis fósseis e com as principais grandes empresas responsáveis a registar lucros recorde. Soma-se o negacionismo e notícias falsas que tentam mascarar a gravidade da situação. Esta desinformação é perigosa: ao negar a ciência das alterações climáticas, atrasam-se as soluções que poderiam salvar vidas.

O que queremos?

É preciso mudar e para isso há medidas urgentes a tomar:

  1. Justiça Climática e Responsabilização: as empresas poluidoras devem paguem pelos danos causados, financiando um fundo de emergência para as populações afetadas.
  2. Aceleração da Transição Energética: Redução drástica das emissões para cumprir o limite de 1,5°C, com foco em energias renováveis.
  3. Reforço de Infraestruturas e Natureza: Um plano urgente de adaptação para garantir que redes elétricas e comunicações não colapsem, além da recuperação resiliente de territórios afetados (ex: Pinhal de Leiria).
  4. Factos Científicos: O combate ao negacionismo climático, garantindo que a segurança das pessoas é guiada por factos e ciência, e não por interesses económicos ou mitos.

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Mostraremos que sociedade portuguesa não aceita mais desculpas. Exigimos um futuro onde a segurança das pessoas e do planeta sejam a prioridade.

Exigimos justiça para a emergência climática. Junta-te à exigência de mais ambição climática do governo antes que seja demasiado tarde.

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