SDR é um passo importante, mas pedimos mais ambição na redução do uso único
Lisboa, 10 de abril de 2026 – A entrada em vigor do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), esta sexta-feira, 10 de abril, representa um passo importante para Portugal reduzir o desperdício de embalagens de bebidas e aumentar a recolha de materiais como o plástico e o metal. Depois de vários adiamentos, este arranque é positivo e mostra que o país não pode continuar a desperdiçar recursos nem a permitir que toneladas de embalagens acabem no lixo, na natureza ou no mar.
Para a Greenpeace Portugal, o sucesso do SDR dependerá agora da sua implementação no terreno: o sistema tem de ser simples, acessível e eficaz para os consumidores, com pontos de devolução suficientes, informação clara e capacidade real de melhorar a recolha de embalagens. Este é um avanço importante, mas não chega por si só: Portugal precisa também de acelerar a redução do plástico descartáve (uso único)l, apostar mais em soluções de reutilização e colocar a prevenção de resíduos no centro das políticas públicas.
Ana Farias Fonseca, coordenadora de Campanhas e Mobilização da Greenpeace Portugal, afirma que “O plástico é um problema que teima em desaparecer e o seu impacto vai muito além da poluição visual ou da ameaça à vida marinha. Estamos perante uma verdadeira crise de saúde pública: o plástico, derivado em 99% de combustíveis fósseis, já não está apenas no ambiente, está dentro de nós.
Felicitamos Portugal pela implementação do SDR, mas não podemos ficar por aqui. O sucesso deste sistema prova que a pressão pública funciona, mas a batalha global está apenas a começar. Portugal deve agora ser uma voz ativa na defesa de um Tratado Global dos Plásticos ambicioso, que não se foque apenas na reciclagem, mas que pressione para um corte significativo na produção de plásticos de uso único. Convidamos todas as pessoas a darem o passo seguinte nesta luta, juntando o seu nome à nossa petição aqui.