Tempestade Kristin: Greenpeace Portugal alerta para a fatura humana e económica do clima extremo e pede coordenação e medidas concretas de prevenção
Lisboa, 2 de fevereiro de 2026 – A Greenpeace Portugal manifesta solidariedade com as pessoas e comunidades afetadas pela tempestade Kristin e sublinha que o prolongamento do estado de calamidade até 8 de fevereiro confirma que a resposta no terreno continua a ser necessária, num contexto de risco persistente, incluindo risco de cheias.
Toni Melajoki Roseiro diz que “as alterações climáticas são um problema global que abrange uma perspetiva ambiental, política, económica e social, em que as piores previsões implicam enormes perdas” e acrescenta ainda que, “a ciência assim como a Greenpeace, há muito que alertam para estas realidades e quanto mais tempo levarmos a agir, mais altos serão os investimentos para a adaptação do país aos fenómenos meteorológicos extremos, e podemos chegar a um limite em que já não seja possível essa adaptação”.
O Diretor da Greenpeace Portugal sublinha que a resposta à Kristin “tem de ser mais do que emergência” e defende “coordenação e execução efetiva no terreno, prevenção séria e ação climática com medidas reais, para proteger pessoas, território e economia”.
O que este episódio deixa claro:
- O risco não termina quando o vento e a chuva abrandam. O impacto prolonga-se e exige resposta coordenada.
- Num país hoje mais pobre e mais pressionado, a fatura não fica só nos estragos imediatos.
- A maior fatura chega depois, nas perdas de sustento e de produção, nos custos de reparação e materiais, na necessidade de importar mais quando se perde o que se produziu e, inevitavelmente, na pressão sobre preços, com maior peso para quem tem menos margem.
O que a Greenpeace Portugal pede que aconteça agora:
- Coordenação efetiva entre entidades e instrumentos do Estado, com responsabilidades claras e execução rápida no terreno.
- Adaptação com orçamento, prazos céleres e implementação, sobretudo nas zonas mais vulneráveis a cheias e impactos costeiros.
- Ação climática com medidas reais para reduzir emissões e diminuir exposição ao risco.
- Preparação já para o verão, com remoção rápida de árvores caídas e de resíduos florestais, para reduzir combustível disponível para incêndios e, quando possível, permitir aproveitamento responsável antes de perder valor.